CAFE FRIEDA:
PÃO, VINHO, MÚSICA.
TUDO O QUE IMPORTA
O Cafe Frieda insere-se plenamente naquele tipo de restaurante com a rara capacidade de parecer simultaneamente arrojadamente contemporâneo e inconfundivelmente clássico. Do lado de fora, é acolhedor e descontraído. Lá dentro, é uma autêntica lição sobre aquilo que realmente importa: café, comida, pão, vinho, música — todo o programa da boa vida.
A cozinha é uma celebração da região de Brandemburgo e da Europa para além dela. E tudo o que aqui é servido provém de artesãos, agricultores e produtores que trabalham com integridade e respeito pela natureza. Absolutamente necessário e, sinceramente, refrescante num mundo de afirmações vagas e poses.
Feito com cereais tradicionais e levedado naturalmente, Frieda acredita que tudo sabe melhor com pão. Não vamos discordar. E, se fosse apenas uma questão de comida, já seria ótimo. Mas depois acrescentam mais um trunfo: um sistema de som personalizado, fabricado em Berlim, e uma coleção de vinil que pertence a um museu ou a uma sala de estar muito, muito fixe.
Desde o primeiro gole de vinho até à última passagem do pão pelo prato, tudo aqui parece profundamente ponderado, da melhor forma possível. Criado e pensado ao pormenor. Enraizado na comunidade e no prazer, duas coisas que Berlim faz excecionalmente bem quando quer. Saímos de barriga cheia, inspirados e ligeiramente invejosos por este não ser o nosso restaurante habitual. Mas, pensando bem, talvez seja precisamente isso que o torna tão especial.
O Café Frieda apresenta-se como uma «versão moderna do clássico bistrô de bairro», mas a verdade é ligeiramente melhor: é um lembrete de que a verdadeira hospitalidade ainda existe. Daquela que assenta nas pessoas, nos produtos e numa rejeição profunda e veemente dos atalhos que arruínam a cultura gastronómica.
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Café Frieda